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Um momento difícil, confuso e sereno, sentimento de dor e medo,
também uma sensação que nada está certo, as coisas não estão normais, os
eixos já não giram entre si, sensação que parece nunca vai ter fim,
correr para onde, sem ter aonde ir.
Um ressentimento sem previsão de cessar, parece uma insegurança
de criança, um temor, uma dor, anseio que não se acalma, como se
houvesse uma ferida na alma, vontade de chorar, um sofrer calado, um
psicológico abalado.
A felicidade está tão distante, parece ser impossível alcança-la, não
existe visão do sorriso, da paz, do equilíbrio, o ego está dilacerado e
seus fragmentos estão longe de se recompor, restando-lhes apenas
instantes de dor.
A alegria vai embora, a canção que antes era linda perde o seu
encanto, os rumos são inversos e os sonhos jogados num canto, parece que
se vive um momento de total desolação, dor na alma, também no coração.
Uma sensação de aperto que não é física, uma violenta agitação
imóvel, uma ferida que dói e sangra não por fora, por dentro, imagens
sem fim podem ser usadas para descrevê-la, mas nenhuma a abraça, diante
de uma aflição de limites tão imprecisos o melhor é tentar sobreviver.
Sombria é a noite, parece que nunca vai ter fim, o dia insiste em não
chegar, olha-se para um canto e não se enxerga nada, a vida está
vazia, não existem mais opções de nada, tudo parece sem cor, sem
brilho, sem vida, sem amor.
Paulo Master.
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